O processo de adaptação escolar

Coordenadora Pedagógica do Colégio Franciscano Sagrada Família

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Crédito Pavel P. via CC.

Em abril de 2013, foi publicada a Lei nº 12.796, que estabelece novas diretrizes e bases para a educação nacional. De acordo com a lei, é “dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade”, porém o período destinado à adaptação nas classes de educação infantil é de grande ansiedade para os pais e filhos.
Adaptar-se é ambientar-se com o novo, abrir-se ao desconhecido. Para a psicóloga Marlete Diesel “falamos em adaptação sempre que enfrentamos uma situação nova, ou readaptação, quando entramos novamente em contato com algo já conhecido, mas por algum tempo distante do nosso convívio diário”.

Nesse aspecto, a questão da adaptação envolve tanto os pais, que precisam aceitar que outras pessoas serão referências para a criança,  como os filhos, que estarão convivendo com outras pessoas e com uma rotina totalmente diferente da habitual. Por isso, é compreensível sentir certo temor e insegurança nesse período.

Para conseguir encarar essa etapa com sucesso e com tranquilidade, é necessário pensar que a adaptação começa, primeiramente, em casa quando conversamos e comentamos com a criança sobre a sua ida para a escola. A criança se sente envolvida, participa na compra do material e visita às escolas conhecendo um pouco mais sobre esse novo universo. Esse processo possibilita mais segurança e conforto para os filhos, o que facilita essa fase para ambas as partes.

Outro detalhe fundamental é que os pais não interfiram no processo, pois a adaptação na escola é mediada por todos: família, educadores e pelos próprios companheiros de classe. Nesse aspecto é importante lembrar que cada criança vivencia esse momento de forma única, mas, desde que bem planejada, essa etapa inicial tem grandes chances de ser positiva.

É bom ressaltar, ainda nesse quesito, que o choro é algo natural e além de tudo é uma forma de comunicação da criança. Então, os pais não precisam se desesperar quando isso ocorrer, principalmente, se for nos primeiros dias.

Para conseguir que essa etapa se realize de forma eficaz e sem transtornos são necessárias algumas medidas, como evitar falar muito sobre o tema com as crianças, pois elas são seres sensíveis e com qualquer manifestação negativa se tornam inseguras, e impedir que os filhos faltem às aulas nesse período, principalmente, se eles estiverem relutantes em ir à escola.

Caso os pais fiquem angustiados no início, é perfeitamente normal buscar os filhos um pouco mais cedo nessa fase e, aos poucos, conforme a criança se adaptar com a nova condição da sua rotina e mostrar serenidade, ela vai estendendo o horário no colégio. Porém, os adultos devem sempre lembrar que os educadores estão aptos a cuidar de seus filhos e que nesse período são elaboradas atividades lúdicas como brincadeiras, músicas, histórias para descontrair e alegrar as crianças.

Para finalizar, é fundamental que os professores demonstrem carinho e cuidado para as crianças vivenciarem um melhor período de adaptação escolar, facilitando, assim, esse momento de transição e tornando essa época apenas mais um degrau na construção da autonomia e formação integral dos educandos.

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